"Vou escrever sobre o teu sorriso"
Descobri-lhe o sorriso! Tão simples e tão profundo, tão fácil e pessoal, forçado ou espontaneo, sempre um sorriso. Ninguém consegue explicar a simples contração dos musculos faciais que tanto altera a nossa disposição. De mal para bem e de bem a melhor.
Mas difícil, difícil é não retribuir com outro. Aquele belo sorriso que tudo diz e nada faz, que sorri e te silencia, admira e delicia-te. Ri-te só mais uns segundos, para eu ficar feliz por mais uns minutos.
Sorri, pois fazes-me sorrir, simplesmente sorri porque não me canso, apenas sorri porque sim.
10 de maio de 2012
16 de janeiro de 2012
Balança
Quanto movimento e quanta sinfonia desmedida, tão propositada que os meus olhos ouvem e os meus ouvidos assistem, essa tanta alegria causa efeito de outras medidas, nos questiona se é melhor assim do que viver em perfeita harmonia.
1 de janeiro de 2012
Ano vai, ano vem e o mesmo-se mantém
A maior de todas as insignificâncias é não abrirmos os olhos à verdadeira realidade. De não admitirmos aquilo que vemos como veredicto e teimarmos em crer noutra tal visão bem imaginária. Porque somos assim humanos? Porque somos às vezes tão animais? Porque não sabemos nada e teimamos em saber tudo? Porque que é que tudo é tão simples e sempre complicamos? Deveríamos ser mais "mind free". Sem preconceitos, sem medos e sem fronteiras. Deveria olhar eu, mais para mim. Para muitos cada ano é uma nova etapa, para mim todos os dias são grandes degraus, grandes aventuras! Bom 2012, e que não se esqueçam deste 2011, até porque mesmo estando errado, amar nunca foi pecado.
19 de dezembro de 2011
Das Flores
Flores que são flores, são algo muito natural. Flores são flores e são algo muito especial. Das cores e tamanhos, odores e aspectos, cada qual com a sua própria personalidade.
Não convém isola-las ou introduzi-las noutro meio, ou noutro outro grupo de flores bem distinto, simplesmente não se dão!
São todas diferentes, e todas especiais. Mesmo assim têm uma característica em comum, a água. É o que lhes dá a vida, a cor, o tamanho, o odor e o aspecto. Mas é preciso ter cuidado, moderação, podemos matar uma flor pela falta de água ou por lhe dar água a mais. São complexas, é complicado agradar a todas e quando lhes damos demasiada atenção esqueçemo-nos de nós, do nosso próprio bem estar, da nossa própria água.
16 de dezembro de 2011
Um possível final
Apenas um excerto de um projecto meu, um possível final do mesmo
A realidade atormentava-o, assim
que ouvira as palavras mágicas, aquelas que como gotas de água fazem tempestades
em simples copos de agua, viu o chão desaparecer sob os seus pés e lá do fundo,
desse grande buraco, viam-se chamas e labaredas, gritos e lamúrias, conseguia sentir o calor a entrar-lhe no
corpo, a raiva a apoderar-se dos músculos, a inveja a trocar-lhe os pensamentos e a
angústia a agitar-lhe o coração. Até toda a água corporal pareceu subir-lhe às
pupilas. Olhando seriamente pelo vidro da janela, a cabeça encostada dá-va
lhe o único apoio possivel, a mão tremia com o telemóvel ainda a proliferar o
eco oriundo da boca dela, as palavras mais fatigadoras e pesadas do mundo, que
podiam ser pronunicadas naquele preciso momento, o jackpot milionária da
infelicidade. Os olhos afogavam-se em lágrimas e ao mesmo tempo questionava-se
porquê. A injustiça é pesada, mas esta triplicava, pensava ele que tinha lugar
cativo no seu coração, ao que agora lhe parece ser um lugar cativo numa bóia,
que com vento ou com a maré se move para dar lugar a outra, ele que sempre remara
contra todas as intempéries e desanvenças, na esperança de voltar a ver o sol
raiar sobre um mar calmo e sereno cheio de vida. Foram segundos de armagura e
de miséria, apostara muito e saira bem a perder. Incrédulo com a resposta ainda
acenou, “espero que sejas feliz, nada
mais … interessa”.
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