19 de novembro de 2011

Omnipresença

Não querendo, a tua presença amansa e a tua ausência sanha, a minha sombra incita-me e o meu coração palpita-me, os pensamentos caem, o chão regurgita, receios ternos e assuntos eternos ... Move-te, esconde-te ou cresce ... pensa, olha e desaparece. 

9 de novembro de 2011

Melancolia

Silêncio assustador, das manhãs num fim de semana. Sinto acordar só, nesta grande selva de asfaltos. Mas a chuva decide cair, nela carros fervilham sons sem alma, agudos e graves toadas que assustam e enervam a minha solidão. Nas janelas e persianas faz-se ouvir, mas ainda não a entendo, tal que seja a razão de tanta solidão e melancolia. É então que chega o vento, e acalma, e volta tudo a dormir.

24 de setembro de 2011

Alívio

Risada o que esperava, mas levo comigo todo o sentimento de uma tentativa arrasada. Esperança não posso afirmar, tão pouco ela o aceita mas basta um lugar no seu coração e tudo endireita, se calhar foi só essa a certeza que quis ter, porque depois de muita conversa as minhas emoções estão bem amarradas num bom porto de abrigo, agora à espera de outra embarcação de ouro.

E no final sempre gozo, e amanha, acordado de outra ilusão, vou estar.

23 de setembro de 2011

Desabafo IV

Emancipação da realidade utópica, razão ou não a total ilusão de uma ideia projectada e criada mas tão pouco ou inexistentemente vivida. Razão para ser um confronto ou ridícula competição pela conquista do seu coração. Parvoíce quando a mesma é ignorada, esta razão tão presenciada, cria em tudo uma geral palhaçada. Ainda se questionam da vida ou da morte, é simples por ser um início e um fim, mas esta subjectividade amorosa é sempre uma continuação, uma interrogativa de porquês e de porque não.

18 de setembro de 2011

Conjectura

É giro partilhar contigo o mesmo ar, e eu inspirar paixão e tu ilusão, de cismares em negares a real contribuição de plenitude que nos satisfaria por completo. Estranho é eu querer agir como outrem, um outro, e tu olhares veres-me a mim eu só e mais ninguém! Nem se te disser que mudei a brincar ou não, será sempre brincadeira, para ti, porque eu não posso deixar de rir, se te rires também, não me consigo descuidar, para que não me deixes também. Posso tentar, e tentar falo-ei, ainda que com receio de que, negues ou não, ultrapasse de amigo a conhecido, e isso ... e isso eu não quero tentar.