E no espelho vejo uma criança,
um ser confuso e contrito,
e por constritado estar,
vacila, assim que te vê passar.
E tu passas toda suavemente,
toda possante e, intensa
de razão, na qual a criança,
esse ser, só agora (re)pensa.
Sinto o que nem deveria pensar
E que de em tanto pensar acabo por nada sentir.
De uma criança feliz a uma alma pesada
A sugestão a praticar tornou-se bem complicada.
Praticar no viver o presente
E desse futuro irrisório
Nada tê-lo em mente.